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Aluno Nota 10: Ricardo Campos






















Ricardo Campos com a família

Nascido em Belo Horizonte, MG, Ricardo Campos tem 29 anos, é casado e pai de três filhas. Toda esta responsabilidade não impediu Ricardo de ser Destaque Acadêmico do Uni-BH, sendo agraciado como melhor aluno do curso de Relações Públicas do segundo semestre de 2006. Um aluno acima da média? “Não, apenas um aluno dedicado que se identificou bastante com o curso”, diz ele. Surpreso com a premiação, ele relata que teve a oportunidade de conviver com colegas competentes e que produziam ótimos trabalhos e que mereciam igualmente a premiação.

Conciliar família, trabalho e estudos não foi fácil, mas ele contou com situações a seu favor, como trabalhar na biblioteca do próprio Uni-BH, o que possibilitou o acesso a todo o acervo acadêmico e a realização dos trabalhos propostos. Contou ainda com o apoio e compreensão da família, importante fator para que ele chegasse aonde chegou. Gosta de estar com sua família nas horas vagas, além de ler, praticar esportes e desfrutar de um happy hour com os amigos.

Ricardo, diz que nunca adotou a postura “CDF”, pois considera, que no seu caso, essa conduta seria prejudicial na relação com a família e com os amigos.

Participou do Projeto de Pesquisa “Intranet nas Organizações” pois considera a intranet um importante veículo de comunicação para as relações públicas, além de um pensamento em longo prazo, já que não descarta a possibilidade da docência e uma vez que o envolvimento com projetos de iniciação científica são bem vistos e valorizados no ambiente acadêmico. Participou também do Projeto de Extensão “Comunicação Integrada Aplicada nas Organizações”, projeto premiado no Expocom de 2005 e que teve como cliente a Pastoral da Mulher Marginalizada, o que favoreceu o fim de alguns preconceitos e um intenso trabalho de comunicação.

Publicou dois artigos frutos desses projetos, que foram apresentados no Intercom e tiveram repercussões bastante positivas e, conseqüentemente, o reconhecimento do seu trabalho e empenho. Seu desempenho foi tão brilhante que Ricardo foi indicado para trabalhar na área de Relações Públicas do Uni-BH, e lá está atualmente. Ele traça um perfil bem simples para um profissional de relações públicas: “ser profissional, comprometido com os resultados, extrovertido, expansivo, confiável, criativo, verdadeiro e, acima de tudo, ético” diz ele, até porque, destaca como mais relevante nesse curso a abrangência na área das relações humanas e sociais. Outro destaque, segundo ele, é a atuação estratégica e a função social da atividade de Relações Públicas, já que ela se propõe a fazer interferências na realidade mediando os interesses das organizações e da sociedade.

Entrevista Ricardo Campos – aluno nota 10

1) Você se considera um aluno acima da média? Como você se sentiu ao ser premiado?

Não me considero um aluno acima da média, mas sim um aluno dedicado que se identificou bastante com o curso. Acho que seria um pouco de prepotência por que deixei a desejar em algumas matérias. Me senti muito surpreso e muito feliz ao ser premiado, pois tive a oportunidade de conviver com muitos colegas competentes e que produziam ótimos trabalhos e que mereciam igualmente a premiação. Meu grupo de trabalho, formado por pessoas da maior competência, foi essencial para que conquistasse a premiação.

2) Como você conciliava a família, o trabalho e o estudo?


Não foi fácil, mas trabalhar no próprio Uni-BH foi o grande diferencial. Eu trabalhava na biblioteca, e, portanto tinha acesso a todo o acervo acadêmico, o que propiciava a realização mais eficiente das atividades propostas. Eu utilizava o tempo livre entre o término de meu expediente de trabalho e o início das aulas (2 horas livres, das 17h às 19h) para adiantar trabalhos e estudar. Além disso, contei com o apoio incondicional da minha esposa e de nossos familiares, que moram próximos e estavam sempre presentes na minha falta. As minhas “pequenas” (Louise 8, Laissa 5 e Lorena 3) sentiam falta, mas o meu tempo disponível era dedicado a elas. Sou um pai sempre presente

3) Que atividades você aprecia nas horas do lazer?


Em primeiro lugar, estar com minha família. Gosto também de ler, hábito que me ajudou bastante na elaboração de trabalhos e na consecução de projetos. Sou também adepto de um happy hour com os amigos, gosto de praticar esportes como futebol, peteca, que é um esporte de família e vôlei. Não dou do tipo CDF, que fica bitolado por causa dos estudos. No meu caso, essa conduta seria prejudicial na relação com a família e com os amigos.

4) Por que você escolheu ser voluntário nos Projetos de Pesquisa sobre Intranet nas Organizações e no Projeto de Extensão de Comunicação Integrada? O que isso significou para você como pessoa, aluno e futuro profissional?

Na minha opinião, os alunos não tiram proveito suficiente dos projetos do curso, talvez por falta de tempo ou de divulgação. No projeto de extensão tudo começou com um grupo de estudos, e eu acabei me envolvendo pelo fato de conhecer pessoas novas, para construir um networking e para agregar novos conhecimentos práticos há profissão. Era a realização quase simultânea da teoria vista em sala de aula e da prática profissional, e até mesmo de matérias ainda não estudadas. No Projeto de Extensão de Comunicação Integrada, atendemos a Pastoral da Mulher Marginalizada e trabalhamos com a função social da atividade de Relações Públicas. O projeto que foi premiado no Expocom de 2005 favoreceu a quebra de preconceitos e possibilitou um intenso trabalho de comunicação. Quanto aos Projetos de Pesquisa sobre Intranet nas Organizações, procurei entrar no projeto pois gosto da temática e por considerar a intranet um importante veículo de comunicação para as relações públicas, apesar de às vezes ser mal utilizada. Mas só consegui fazê-lo no semestre seguinte. Pensei também no meu futuro, já que não descarto a possibilidade de seguir a carreira de docente e a experiência com a iniciação científica é valorizada no ambiente acadêmico. Para quem pensa em concorrer a uma vaga de mestrado, a experiência fornece uma vantagem em relação aos outros candidatos. A participação nestes projetos significou um grande crescimento como profissional e também como pessoa, me deu a possibilidade de conhecer à prática da profissão enquanto aluno.

5) Você publicou dois artigos que foram apresentados no Intercom. Que tipos de repercussão tiveram?


Os dois artigos foram frutos do projeto de pesquisa e do grupo de extensão. Ter esses dois artigos publicados no maior congresso de comunicação do país trouxe repercussões positivas, tanto para o lado pessoal, quanto para o lado profissional. Foi um reconhecimento do nosso trabalho, do nosso empenho e que me ajudou muito, principalmente aqui, no Uni-BH. Inclusive já temos outro artigo oriundo do último projeto de pesquisa sobre a Intranet e que será encaminhado para o Expocom 2007, que vai ocorrer na cidade de Santos, além de um outro artigo que será encaminhado para o Intercom Júnior, que é um recorte da nossa monografia feita no 7º período.

6) Atualmente você trabalha na área de relações públicas do Uni-BH. Você acredita que sua indicação para o cargo que ocupa seja um reconhecimento do seu trabalho e desempenho?

Com certeza. O envolvimento com as atividades propostas pelo curso, o desenvolvimento de projetos e as repercussões positivas foram um dos motivos para que houvesse o convite para trabalhar na área de relações públicas. O bom trabalho realizado durante o curso foi um dos responsáveis por essa indicação.

7) Qual a projeção que você vê para o campo de atuação dos profissionais da área de relações públicas no Brasil? De acordo com seus conhecimentos, qual seria o perfil de um bom profissional em RP?

Tenho uma visão extremamente positiva para a área devido às grandes transformações que ocorrem no Brasil e no mundo, pois apesar do ainda não ter o reconhecimento a que faz jus, a profissão tem grandes perspectivas para conquistar seu espaço. As novas tecnologias, a função sócio-ambiental da profissão abrem diversas possibilidades de atuação para o profissional de relações-públicas. Mas é importante ter perfil para ser um bom relações-públicas, que consiste em ser profissional, comprometido com os resultados, extrovertido, expansivo, confiável, criativo, verdadeiro e, acima de tudo, ético.

8) O quê você destaca como relevante no curso de Relações Públicas?

A abrangência na área de relações humanas e sociais. Destaco ainda a atuação estratégica e a função social da profissão já que propomos fazer interferências na realidade e mediar os interesses das organizações e da sociedade.

9) O quê significa Comunicação Social para você?

A Comunicação Social é um campo do conhecimento. É a abrangência de todas as áreas correlatas as relações públicas, e que busca entender as relações entre os atores no contexto social. É um campo de suma importância, pois leva o conhecimento e dá voz aos indivíduos para que assim possam atuar em sociedade. Cada uma de suas áreas, relações públicas, publicidade e propaganda, jornalismo e produção editorial têm sua função específica, desempenhando um papel fundamental no âmbito social.


Bernadete Prado
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