4 mudanças na área de educação que você precisa acompanhar

Celulares com as câmeras viradas para o quadro e, em um clique, a necessidade de copiar desaparece. Um computador, um smartphone ou um tablet disponível e já não é necessário gastar com cópias dos textos. Acompanhar seriados e, para não correr o risco de receber spoilers, assistir ao vivo, sem legenda mesmo.

Esses são alguns exemplos das mudanças na educação. Elas têm acontecido em ritmo acelerado e, como é possível perceber, não se restringem ao ambiente escolar. Com a tecnologia, é possível aprender idiomas sem frequentar um cursinho, ler vários livros sem ter que ir à biblioteca, gravar os áudios das aulas para facilitar a revisão do conteúdo — enfim, as transformações abrem inúmeras possibilidades.  

Entretanto, para que os sistemas de ensino-aprendizagem funcionem, é necessário que todos estejam antenados e se adaptem às mudanças. Se você está retornando ao ambiente educacional, vai prestar vestibular ou já está estudando, listamos algumas dessas mudanças que você deve acompanhar.

1. A tecnologia chegou para ficar

O sistema educacional existe em articulação com a sociedade. Como resultado dessa articulação, alguns padrões tradicionais da dinâmica em sala de aula e até mesmo do estudo em casa têm sido deixados para trás e novos têm se apresentado.

Uma dessas principais mudanças sociais que influenciou a área da educação foi a chegada das tecnologias de comunicação e informação. A evolução da tecnologia possibilitou mais que a conexão de computadores, ela viabilizou novas formas de conexões entre as pessoas, as culturas e os diversos grupos.

Isso tudo em tempo real, independentemente da localização geográfica. E como não poderia deixar de ser, invadiu o ambiente escolar, trazendo consigo diversas contribuições para a área da educação.

Os computadores permitiram o estabelecimento de padronizações na formatação de trabalhos acadêmicos, o desenvolvimento de programas que facilitam edição e leitura, etc. A internet se tornou uma poderosa estratégia de produção e compartilhamento de conhecimento, seja para o espalhar iniciativas ou como ferramenta didática.

Absorver essa nova dinâmica entre a educação e a tecnologia se tornou então relevante para todos os envolvidos no ambiente da educação. Mas como fazer isso de forma adequada?

  • Aprenda a mexer nas ferramentas básicas de texto: Word, Power Point, Excel básico e leitores de texto em formato fechado (.pdf, .pub. mob);

  • Use as ferramentas digitais de forma equilibrada. Em sala, por exemplo, não se esqueça que a melhor maneira de aprender ainda é ficar atento, ser participativo e fazendo registros.

  • Mantenha-se atualizado. Você não precisa se cadastrar em todas as redes sociais existentes. Mas entenda que elas e o e-mail são as formas muitos utilizadas para se comunicar. Mantenha-se (ainda que minimamente) atualizado com essas novas ferramentas.

  • Consulte os periódicos, livros, sites e blogs que contenham conteúdos educativos.

2. O aprendizado de idiomas

O advento tecnológico não veio sozinho; ele foi acompanhado pela globalização. Assim, falar um segundo idioma, por exemplo, se tornou uma necessidade, uma vez que a tecnologia permitiu a integração de pessoas, mesmo que distantes geograficamente. O inglês, por exemplo, se tornou o idioma universal ligando todas essas pessoas.

Embora o domínio do segundo idioma seja uma necessidade real, nem todos os estudantes possuem condições financeiras de aprimorá-lo de forma extracurricular. É necessário, portanto, uma postura de motivação e inovação para conseguir. Se você é uma dessas pessoas, conheça algumas maneiras de aprender ou incentivar o aprendizado de um segundo idioma:

  • Pesquise sobre aplicativos que possibilitem o estudo gratuito;

  • Utilize a tecnologia para manter contato com falantes nativos, por meio de Skype e outros aparatos de comunicação que não gerem custos;

  • Aprenda letras de músicas no idioma desejado e consulte a tradução;

  • Assista a seriados e filmes sem legenda e depois com legenda.

3. As diferenças entre pesquisar e plagiar

Outra mudança na área educacional diz respeito à forma de pesquisar. Aliás, vai além. Com as mudanças na educação, muitos estudantes não sabem ou desaprenderam a fazer pesquisas. Aos estudantes e profissionais formados em licenciatura, cabe um posicionamento que estabeleça um parâmetro de qualidade para suas produções.

Aqui, destacamos, novamente, a importância de dominar as novas práticas tecnológicas que se despontam no ambiente escolar. Assim será possível:

  • Identificar cópias da internet e evitá-las;

  • verificar fontes, referenciá-las e citá-las.

4. O novo posicionamento do futuro profissional de educação

As mudanças na educação envolvem todas as pessoas atuantes no ambiente escolar. Embora os estudantes tenham adquirido novos hábitos, são os profissionais que possuem os recursos necessários para absorver essas mudanças, adaptando-as às práticas pedagógicas das formas mais diversas. E, portanto, são eles que estabeleceram e continuam estabelecendo os novos parâmetros dos processos de ensino-aprendizagem.

Engana-se quem pensa que esses novos dispositivos se tornaram uma ameaça e poderão substituir o papel professor. Embora as tecnologias se aperfeiçoem diariamente, o papel desses profissionais nunca será dispensável em detrimento da tecnologia. É o professor quem organiza os recursos, incentiva e dá apoio direto aos alunos. Se tornando, portanto, facilitadores.

Vale ressaltar, no entanto, que a esses profissionais cabe desempenhar essa adequação de suas funções de forma proativa. Assumir tal posicionamento pode ser decisivo para que as mudanças na educação não signifiquem substituição por inadequação às práticas e às rotinas escolares. Se você é estudante ou profissional formado em licenciatura, certifique-se de:

  • Adequar às práticas pedagógicas, cientificas e metodológicas. Absorver as novas tecnologias pode evitar, inclusive, que elas sejam fontes de distração entre os estudantes;

  • Estabelecer os parâmetros de qualidade dessa nova realidade. A quantidade de informações disponíveis no ambiente digital exige o estabelecimento claro de padrões;

  • Ser um facilitador. As mudanças na área estão acontecendo em todo mundo e oferecer resistência não mudará essa realidade.

Diante desses tópicos, fica claro que a sociedade tem vivenciado mudanças na educação ao longo dos anos e que essas mudanças não são fruto do acaso, mas das transformações da própria sociedade, na qual a educação está inserida.

Sendo, portanto, extremamente relevante que futuros estudantes, estudantes e profissionais se empenhem em absorver essas mudanças de forma positiva. Seja alguém que contribua para que novos parâmetros educacionais de qualidade sejam estabelecidos.

E aí? Se interessa pela área da educação e quer se tornar professor? Então, leia nosso artigo sobre o assunto clicando aqui.