5 inovações na educação que você ainda não conhecia

Quando o assunto é educação, a maioria das pessoas lembra das próprias experiências que viveram na escola. Provavelmente, o que vem à mente é a lembrança do professor passando diversos exercícios repetitivos no quadro e os alunos, enfileirados em suas carteiras, com o caderno na mão se esforçando para conseguir ficar quietos e para prestar atenção.

Apesar de, por muito tempo, essa parecer ser a única maneira como uma escola deveria funcionar, esse método tradicional, como é chamado, tem sido colocado em xeque. Isso porque alguns educadores começaram a se perguntar: “será mesmo que essa é a única forma de manter os estudantes interessados?” “Adquirir conhecimento tem mesmo de ser chato assim?”.

Pois bem, algumas pessoas não se conformaram com essa realidade e resolveram implantar algumas inovações na educação. E elas têm dado tão certo que, hoje em dia, existem escolas espalhadas pelo mundo que constroem o aprendizado junto aos alunos usando somente métodos alternativos.

Quer conhecer algumas dessas inovações? Então, continue acompanhando o texto e confira!

1. Infraestrutura escolar

Diferentemente das escolas como conhecemos, em instituições inovadoras, os horários das aulas e a divisão de turmas são bem mais flexíveis. Os alunos podem, por exemplo, escolher os assuntos pelos as quais mais se interessam para poder estudar. Assim, eles formam grupos (ou duplas) que partilham dos mesmos interesses de estudo.

Isso mesmo: os grupos não são separados nem por idade, nem por gênero, mas por interesses de estudo em comum. Assim, os alunos aprendem a ter mais autonomia e a interagir socialmente sem serem forçados a isso.

Em escolas inovadoras, as ferramentas utilizadas também são bem diferentes do que estamos acostumados a ver. Isso porque elas vão muito além do giz, da lousa e do livro didático. Elas vão desde uso de gibis, de brinquedos, filmes, músicas, atividades de circo, apresentações de teatro, de seminários, atividades em horta, na cozinha, ou seja, uma infinidade de ferramentas.

O mais interessante é que não existe diferenciação de gênero, ou seja, brinquedo de menino e de menina, atividade de menino e de menina, cores para menino e para menina. Isso ensina muito sobre como ser um cidadão livre de preconceitos e dotado de uma visão mais igualitária.

2. Disciplinas conectadas

Em nossas vidas práticas, utilizamos mais do que um tipo de conhecimento por vez no nosso dia a dia. Lemos, utilizamos nosso raciocínio lógico, usamos nossas noções de geografia para nos localizarmos, nossos conhecimentos de história para entender os acontecimentos do mundo ao assistir um telejornal, enfim, na prática, nosso saber não é segmentado; ele é plural.

Sabendo disso, por que fragmentar os conhecimentos por disciplinas nas escolas? Essa é uma questão simples — mas muito importante — que as escolas inovadoras não deixam passar em branco. Nada é ensinado separadamente: Língua Portuguesa, Matemática, Física, Química, Artes etc. Todas as disciplinas são interligadas, pois um conhecimento leva a outro, independentemente da disciplina.

3. Nova hierarquia educacional

Outra inovação interessante diz respeito à hierarquia dentro da escola: os professores não são mais vistos como os donos supremos do conhecimento, e os estudante como sendo copos vazios prontos para serem enchidos de conteúdo. Pelo contrário, os professores têm o papel de orientadores dos estudantes, reconhecendo que eles são inteligentes e que já têm seu próprio conhecimento de mundo.

Os professores e os alunos têm um relacionamento horizontal. Eles agem no papel de mediadores em debates, ou como guias em pesquisas, por exemplo, prontos para tirar as dúvidas dos alunos e para ajudá-los a deixar seu próprio conhecimento cada vez maior.

4. Adaptação à realidade dos alunos

Aprender coisas como o que são mitocôndrias, como utilizar a fórmula de Bhaskara, quais os afluentes do rio Amazonas ou os nomes de todos os presidentes do país é importante para quem quer passar em uma prova avaliativa, mas dificilmente esses conhecimentos serão de grande valia para os estudantes na vida fora da escola.

O que deve ser ensinado dentro da escola é, portanto, aquilo que vai ajudar o aluno a lidar com o mundo real. São priorizados, portanto, temas como finanças básicas, sexualidade (na idade adequada), política, ecologia, ou seja, coisas sobre as quais um cidadão deve ter, de fato, algum conhecimento.

É valido ressaltar, inclusive, que independentemente do tema estudado, o erro, em qualquer aspecto, nunca é mostrado como uma coisa ruim e que deve ser punida com baixas notas. Pelo contrário, o erro é visto como uma coisa normal e necessária e é uma ótima oportunidade de mostrar para os alunos como se comportar mediante a uma situação-problema e como fazer as coisas da maneira correta.

5. Empoderamento dos estudantes

A escola tradicional sempre teve como premissa encarar o estudante como uma tábula rasa (sem conhecimento sobre nada). Sabendo o quanto isso é prejudicial, uma das inovações na educação mais importantes está em empoderar o aluno e mostrar que todas as pessoas são inteligentes e que cada um de nós tem qualidades importantes.

É uma inovação mostrar ao aluno que ele tem capacidade de pensar, de argumentar, de resolver problemas e de interpretar situações por si só, e que o conhecimento adquirido na escola vai complementar e potencializar o conhecimento já existente do estudante, ajudando a construir autoconfiança.

Inovações na educação como forma de motivar os professores

Uma consequência que essa maneira nova de se fazer educação traz é fazer com que essa experiência também seja muito gratificante para o professor. É como um círculo vicioso do bem: um professor motivado trabalha com gosto; logo, impacta mais positivamente na vida dos alunos, que são mais agradecidos aos professores que se sentem mais motivados.

Em outras palavras, nessa relação de ensino-aprendizagem inovadora, todo mundo sai ganhando. Prova disso é o quadro que temos hoje na comparação entre ensino tradicional e o inovador: as escolas como conhecemos hoje têm alta evasão escolar consequente do desinteresse dos alunos.

Dos que se formam nessa modalidade de ensino, principalmente os mais humildes, muitos são analfabetos funcionais e/ou aprenderam a não gostar de assuntos importantes para o convívio social, como política, por exemplo, e encaram o período em que frequentaram a escola como sendo necessário apenas para se conseguir um bom emprego no futuro.

Já os alunos que frequentam escolas que utilizam inovações na educação têm grande interesse em adquirir conhecimento e conseguem encarar o mundo fora da escola com muito mais confiança e sabedoria.

Já conhecia alguma dessas inovações? Conte para a gente nos comentários o que você achou! E conheça a importância da educação para mulheres em países em desenvolvimento, clicando aqui.