Como a sala de aula pode promover atitudes empreendedoras? Como a sala de aula pode promover atitudes empreendedoras?

Como a sala de aula pode promover atitudes empreendedoras?

Ao observar o percurso de grandes empreendedores, muita gente costuma pensar que a sorte, o acaso ou até a coincidência foram pontos principais para o sucesso em seus negócios. No entanto, há muitos fatores responsáveis para que um empreendedor conquiste seus objetivos.

Empreendedorismo é uma atitude ou um conjunto de práticas. Por ser algo que pode muito bem ser ensinado, a sala de aula é fundamental para promover atitudes nesse sentido.

A educação que se baseia em preceitos do empreendedorismo precisa romper com diversos padrões históricos e culturalmente traçados, como a pura e simples transmissão de conhecimento. É necessário estimular a praticidade, a criatividade e o esforço, sobretudo, na utilização de métodos que desenvolvem o pensamento crítico e inovador dos estudantes.

Pensando nisso, listamos algumas características empreendedoras que podem ser trabalhadas dentro das salas de aula e que podem ser diferenciais na sua formação.

Trabalho em equipe

O trabalho em equipe pode preparar o estudante para lidar com diferentes tipos de pessoas, além de desenvolver a capacidade de resolução de conflitos. Esse tipo de trabalho proporciona um ajuste à capacidade de ouvir os outros e de desenvolver empatia, além de manter cada integrante do grupo motivado no mesmo propósito, seja ele qual for.

Em vez de cometer o erro de estimular o individualismo de forma precoce e como maneira de se destacar em meios aos demais colegas, ser empreendedor em sala de aula é buscar o bem comum por meio do compartilhamento de ideias, de práticas e de experiências.

O ditado de que duas cabeças pensam melhor do que uma se aplica nesse aspecto. E, para isso, é muito importante ouvir o que todos têm a dizer antes de tomar qualquer decisão. Todos têm algo a contribuir, concorda?

Criatividade

Problemas são aprendizados para que pessoas tenham ideias extraordinárias. Essa afirmação pode ser considerada um dos pilares do empreendedorismo, afinal, resolver um contratempo de uma maneira inovadora é fundamental para desenvolver as capacidades criativas.

Mas não basta tentar criar um monta de soluções sem compreender qual é, realmente, o problema. É preciso compreender as soluções por completo. Assim, você se torna capaz de criar soluções que ainda não foram pensadas. Tente enxergar o problema de todos os vieses possíveis para que você identifique qual solução pode ser a mais adequada.

Uma educação que pretende ser empreendedora deve estimular desde cedo a criação de ideias e de novas soluções em todas as áreas do saber. Dessa forma, você fica preparado para lidar com mercados competitivos que clamam por inovação e pela criatividade.

Aprendizagem com os erros

Erros são os maiores acertos que alguém pode ter. Como assim? Ao errar, você se torna mais apto a não só lidar com a frustração, mas a ter mais coragem para dar a cara a tapa.

É muito comum preparar os estudantes apenas para o triunfo, para a vitória e para a obtenção obsessiva de resultados. No entanto, esse pensamento impede que as pessoas aprendam a lidar com os seus fracassos e com suas derrotas.

Promover uma atitude empreendedora é dar espaço para que estudantes lidem com todo tipo de situação — principalmente, o erro — com bastante jogo de cintura. Ser empreendedor nesse sentido é ter repertório para lidar com problemas da vida. E é errando que se aprende.

Por isso, deve haver um forte estímulo aos estudantes para lidarem com seus fracassos da maneira mais positiva possível. Inclusive, durante o curso superior. A faculdade é um espaço de formação e todo aprendizado implica, também, o erro.

Autonomia

Fazer com que o estudante não tenha medo de se arriscar, tirá-lo da sua zona de conforto e incentivá-lo a ser autônomo é também um grande desafio na educação atual. Há uma forte tendência no ensino brasileiro de hipervalorizar o funcionalismo público, por conta da estabilidade, e de minimizar o empreendedorismo.

Assim, o jovem cresce com a mentalidade que empreender é algo ruim e que é mais lucrativo buscar a todo custo a estabilidade do concurso público, por exemplo. O problema não é a escolha da carreira — afinal, concursos públicos são também ótimas opções de atuação —, mas a estagnação do desenvolvimento.

O importante é buscar o aperfeiçoamento, a qualificação e a especialização constantemente, seja qual caminho escolher. Um bom estudante — e, por consequência, um bom profissional — deve ser alguém curioso, independente e proativo.

Desse modo, uma boa maneira de promover atitudes empreendedoras é não ter medo de agir. Ficou com alguma dúvida durante uma aula? Não desista até respondê-la. Você tem uma sugestão para seus professores ou colegas? Fale, discuta, resolva. Um bom empreendedor é autônomo e não tem medo de ir atrás de soluções.

Empreendedorismo é atitude

A dúvida que pode ser pertinente na sua cabeça é: onde começar a investir? Qual ramo de atividade pode ser lucrativo? Qual atividade é mais afim dos meus interesses? Existe uma carreira específica para empreender?

Todas estes questionamentos são válidos, mas a resposta básica para todos eles é que ser empreendedor não é estar atrelado ao um segmento, a uma profissão ou a um curso. Empreendedorismo é uma forma de olhar para as oportunidades. É querer fazer diferente na resolução de algum problema.

E essa forma de encarar a vida deve ser passada para os jovens, especialmente, dentro da sala de aula. Participar de atividades que precisem ser resolvidas com criatividade e com o compartilhamento de ideias pode ser uma boa forma de alimentar comportamentos empreendedores.

Por exemplo, caso seja um curso da área de Humanas, tente pensar como profissionais de Ciências Biológicas poderiam resolver essa situação. E vice-versa.

Liderança como fundamento

Um dos pontos que une os empreendedores mais bem-sucedidos é a capacidade de liderar equipes e negócios com maestria. É preciso saber gerenciar a parte estratégica da empresa, sem negligenciar seus pares: funcionários, amigos, colegas, parceiros.

Para promover esse tipo de atitude dentro da sala de aula, fazer parte de dinâmicas em que vocês precisem se organizar, delegar funções e propor soluções de forma conjunta pode ser essencial para o desenvolvimento desta atitude.

Tome a liderança em alguns assuntos da sua turma, do seu curso ou da sua faculdade. A melhor maneira de aprender o que funciona — e o que não funciona — é colocando a mão na massa. Por esse motivo, permita-se chegar a conclusões sozinho, mas sem deixar de contar com a orientação dos seus mentores, professores e colegas.

Seguindo esse essas dicas, você se tornará um estudante mais capacitado para utilizar o aprendizado em sala de aula e para se tornar um profissional com atitudes empreendedoras. Além de aprender a estudar de forma eficiente e personalizada, você passará a definir prioridades de vida e se tornará mais confiante rumo ao sucesso profissional.

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