Como estudar para o vestibular usando provas antigas? Como estudar para o vestibular usando provas antigas?

Como estudar para o vestibular usando provas antigas?

Você já percebeu que, quando atletas ou times vão disputar algum campeonato fora, eles viajam alguns dias antes e fazem treinos no local exato em que ocorrerá a disputa? Sabe por que isso acontece? Porque eles precisam se adaptar às condições do novo local: ar rarefeito, chuvas constantes, frio ou calor extremos, piso com irregularidades, enfim, os atletas precisam se adaptar ao novo ambiente quando a disputa for pra valer.

Assim como os esportistas, é importante que os estudantes estejam preparados de forma realista para o que vão enfrentar no dia do vestibular. Não basta estudar o conteúdo como um todo, é preciso levar em conta o perfil das provas de cada instituição.

Pensando nisso, separamos algumas dicas de como estudar para o vestibular usando provas antigas como referência. Esse método possibilita que o estudante aproveite melhor seus estudos: prevendo o que pode cair e entendendo o método de correção e a forma de abordagem das diversas disciplinas pela instituição pretendida.

Confira!

Separe o material de forma adequada

Esse é, obviamente, o primeiro passo: separar o material. Eu sei que você deve estar pensando em utilizar as apostilas do cursinho que têm questões das provas antigas, certo? Não faça isso. Os cursinhos preparam os alunos de forma geral.

Assim, suas listas de exercícios trazem questões das mais diversas instituições. Lembre-se que você decidiu treinar para enfrentar a prova de uma instituição específica. Então:

  • Separe as provas dos vestibulares passados de uma instituição especifica. Normalmente, elas podem ser encontradas no site da universidade ou da faculdade em questão;

  • Busque uma sequência de provas, mas não precisa ser necessariamente a do ano anterior. Podem ser testes realizados de dois ou três anos atrás, não se preocupe com isso. O importante é que seja mais de uma prova. Isso porque, quando você estuda mais de uma prova, é possível identificar os conteúdos, os formatos e as exigências recorrentes;

  • Anote o conteúdo que aparece em mais de uma prova e dê ênfase nele quando estiver estudando — eles têm maior probabilidade de cair na prova.

O que está em questão é aproveitar o material para saber resolver questões semelhantes, usando o menor tempo possível, da melhor maneira possível.

Leia a prova toda antes de começar a responder

Por falar em estratégias, independentemente de qualquer outra coisa, leia a prova toda antes de começar. A partir dessa leitura:

  • Divida a prova entre questões mais fáceis e questões mais difíceis;

  • Defina uma abordagem. Alguns especialistas dizem que é melhor eliminar as questões mais fáceis e depois as mais difíceis. Porém, essa escolha deve ser sua. Recomendamos, apenas, que, na existência de uma prova de redação, ela seja seu começo. Isso porque a redação exige uma mente completamente descansada, capaz de alinhar ideias de forma coerente e fundamentada.

Faça as provas (não adianta apenas ler as questões)

Você já separou o material, leu, identificou e anotou as questões mais recorrentes. Certo? Agora precisa fazer a prova. Isso mesmo! Não basta ficar só na leitura, é preciso partir para a prática. Sabe por quê?

  • Fazendo as questões, você vai identificar o real nível de dificuldade para você. Por exemplo, é comum que provas de matemática exijam interpretação de texto e não apenas o conhecimento de fórmulas e de números. Você só vai saber quão difícil é para você atrelar essas duas tarefas — interpretação e cálculo — depois de executá-las;

  • Você vai conseguir identificar, também, sua média de tempo em cada questão. Afinal, cada minuto gasto em uma delas é um minuto a menos nas demais.

Estudar as provas antigas é tornar o estudo mais personalizado. A experiência que você vai adquirir te possibilitará desenvolver estratégias, macetes e caminhos específicos para você.

Faça uma correção crítica

Não se limite ao gabarito. Tudo bem que, quando o grande dia chegar, a única coisa com que você vai se preocupar é se seu gabarito confere ou não com o oficial. Mas, na sua fase de treino, essa não deve ser sua única preocupação.

  • Em caso de acertos: verifique se você usou a melhor maneira de resolver a questão e e se essa é a forma mais rápida e segura. Resolva as questões de outras maneiras, certifique-se de que você está realmente preparado;

  • Em caso de erros: identifique o que realmente te levou a errar. Se foi não saber a resolução, não conseguir interpretar a questão ou o nervosismo. Invista tempo em reverter a situação identificada.

Lembre-se que existem três fatores que precisam ser trabalhados juntos e que vão te ajudar no dia da prova: domínio do conteúdo, gestão do tempo e domínio das formas de resolução.

Faça simulados também — eles são complementares

Estude por meio de simulados também. Ao trazermos essa nova ferramenta — provas antigas —, não estamos excluindo as outras formas de ensino, e sim complementando.

  • As provas antigas te ajudam a entender o perfil da prova que você vai enfrentar. E a partir disso, você se adéqua ao formato de prova exigido;

  • Os simulados, por sua vez, apresentam as novas possibilidades e atualizam seu conhecimento. Isso quer dizer que: uma prova de 2015 não conseguirá articular as disciplinas aos acontecimentos relevantes de 2016. Ela vai apresentar apenas o perfil que essa articulação poderá ter. Já os simulados conseguem cumprir esse papel.

Entenda que não estamos falando em abandonar nenhuma outra forma de estudo. Se você não tem conhecimento sobre uma disciplina, é importante que você estude em um livro teórico, faça listas de exercícios de fixação para, só então, partir para as provas antigas e para os simulados. Combinado?

Tenha atenção especial à redação

Se a instituição para a qual você prestará concurso cobra redação, dê especial atenção a essa disciplina nas provas antigas:

  • Identifique ao longo dos anos quais têm sido os temas abordados (atualidades, temas históricos etc). Não deixe de se manter informado sobre a atualidade;

  • Verifique se a instituição libera as redações que tiveram notas máximas e as leia;

  • Confira as exigências mais costumeiras da instituição. Além do tema, elas costumam cobrar pontos específicos e atribuir pesos diferentes a cada quesito (coerência, coesão, capacidade argumentativa, gramática etc.).

Se você ainda está em dúvida sobre como estudar para o vestibular saiba que o treino é uma das partes mais importantes. Teoria sem prática, nesse caso, é muito pouco eficaz — é preciso treino para lidar com o nervosismo, para lidar com o tempo e para definir qual a melhor forma de resolver as questões. Fazer as provas antigas é isso: estimular a mente e o raciocínio.

E você, gostou do texto de hoje? Conta pra gente como você está se preparando. Usa alguma técnica para gerenciar seu tempo? Já ouviu falar da técnica do Pomodoro? E, se quiser mais informações sobre o vestibular, clique aqui.

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