Como fazer um planejamento de carreira antes de entrar na faculdade? Como fazer um planejamento de carreira antes de entrar na faculdade?

Como fazer um planejamento de carreira antes de entrar na faculdade?

Ainda hoje, muitos jovens profissionais acabam entrando na faculdade sem o devido planejamento de carreira. Uns não compreendem a real importância do planejamento, enquanto outros acabam empurrando essa tarefa para depois da formatura, no momento de ingressar no mercado de trabalho.

Na verdade, veremos ao longo deste artigo que o momento ideal para sentar e elaborar um plano de carreira é antes mesmo de ingressar no curso de graduação. Mas, se você ainda não fez o seu, não entre em desespero.

Confira a seguir algumas dicas fundamentais para começar com o pé direito!

O que eu ganho fazendo um planejamento de carreira?

Pesquisas recentes indicam que a maior parte dos trabalhadores brasileiros têm ou já tiveram vontade de largar a carreira atual para perseguir a carreira dos sonhos. Isso acontece porque muitas pessoas acabam se deixando levar pela promessa de um bom salário ou de um estilo de vida idealizado e, quando se dão conta, a realidade não é exatamente o que esperavam.

É comum encontrarmos jovens profissionais que optam por uma carreira completamente diferente de seu perfil apenas pela remuneração e acabam não só não gostando do trabalho, mas também não conseguem o tão sonhado salário.

Isso acontece porque, quando não temos afinidade com o trabalho que estamos realizando, estamos competindo por bônus, gratificações e promoções com outros profissionais que estão trabalhando dentro do seu perfil e, por isso, trabalham mais, melhor e mais satisfeitos.

O planejamento nos permite ver o futuro profissional com expectativas racionais e analisar os variados aspectos da carreira, considerando os prós e também os contras. Isso tudo faz com que a escolha por determinada carreira esteja calçada em elementos concretos, sem expectativas fora do real, que só trarão frustração no futuro, diminuindo, assim, a probabilidade de insatisfação no trabalho.

O que a empresa ganha com isso?

Será que a empresa que está prestes a contratar ou a promover um de seus colaboradores leva em consideração o fato de o funcionário ter um planejamento de carreira? A resposta, é claro, é afirmativa! A empresa também tem interesse em contar com um profissional ambicioso e organizado.

Mas, atenção: não podemos confundir ambição com ganância! O profissional ambicioso quer mais e melhor para si, para seus companheiros, clientes, fornecedores, para a sociedade e para a empresa como um todo. Diferente do ganancioso que quer apenas o melhor para si, mesmo que em detrimento dos colegas e da empresa.

Além disso, se para o profissional, não é bom alterar seu objetivo por diversas vezes e mudar constantemente de carreira, para a empresa isso também não é desejável. A alta rotatividade acaba prejudicando a qualidade do serviço prestado e aumentando as despesas com treinamento de pessoal e isso pode se refletir nos lucros da empresa.

Como dar o primeiro passo?

O início de um bom planejamento de carreira é a fixação de um objetivo. Podemos pensar no objetivo como uma linha de chegada e no planejamento como a caminhada até essa meta. Aqui, o jovem profissional deve tomar dois cuidados: o primeiro é controlar a ansiedade e o segundo é não estabelecer um objetivo genérico.

Temos que combater a ansiedade porque é melhor caminhar devagar na direção certa do que correr na direção contrária, não é mesmo? Se cometermos um erro ao fixar determinada meta ou traçarmos mal uma das etapas, certamente teremos algum prejuízo em decorrência disso, mas logo conseguiremos reestabelecer nossa rota. O mesmo já não acontece quando escolhemos mal um objetivo, pois todas as etapas do plano são elaboradas em função dele.

Além disso, também não é bom fixarmos um objetivo genérico, como “quero ser presidente de uma grande empresa” ou “quero ganhar X reais de salário”. Primeiro, temos que investigar se nossa pretensão é razoável e se está dentro das possibilidades do nosso mercado. Temos que manter o pé no chão!

Em seguida, temos que tentar detalhar ao máximo nosso objetivo, fixando, inclusive, uma data para atingirmos a meta final, como por exemplo: “quero ser gerente ou coordenador de projetos de automação industrial, ganhando um salário de R$ 10.000,00 a R$ 14.000,00 no segundo semestre de 2021”.

Estabelecer essas metas pode não ser algo muito simples, mas basta pesquisar bastante, conversar com pessoas que já estão no mercado e investir para que suas ações te levem em direção desta conquista.

Por que começar antes mesmo de entrar na faculdade?

Hoje em dia, o mercado de trabalho é altamente especializado. Por isso, cursos técnicos, de graduação ou especializações são absolutamente essenciais para vencer a concorrência e conseguir uma posição na área desejada ou para conseguir promoções e subir dentro da empresa.

Diante da enorme importância que a educação formal tem no currículo de um candidato, é importante que o curso universitário seja parte de um plano maior, para evitarmos que o planejamento de carreira fique preso dentro dos limites do curso escolhido. A escolha do curso universitário não pode ser feita exclusivamente com base em atributos intelectuais.

Imaginemos, por exemplo, um aluno que gosta e é bom em Física e em Matemática. Essas informações não são suficientes para sabermos se ele vai ser ou não um bom engenheiro. É necessário que o estudante faça uma pesquisa e procure conhecer melhor o dia a dia de um profissional da Engenharia.

Quais são os campos de atuação, as possibilidades, o salário? Vale lembrar que, se o estudante encontrar muitas dificuldades em escolher um curso, é possível contar com a ajuda de profissionais especializados e de testes vocacionais.

É preciso dizer que o plano de carreira, principalmente nos estágios iniciais, não é uma verdade absoluta, indiscutível e talhada em pedra. Isto é: não é imutável e eterno.

Alterações e pequenos ajustes podem e devem ser feitos ao longo da caminhada profissional. Isso acontece por um motivo muito simples: tanto as pessoas, como também o mercado, mudam com o passar do tempo.

Imagine a quantidade de profissionais mais antigos que fizeram cursos de datilografia para incrementar o currículo. Hoje em dia, as máquinas de escrever praticamente não existem mais. Às vezes, temos que procurar outros caminhos para chegar ao mesmo lugar.

Assim, não precisamos ter medo das dúvidas e incertezas que nos cercam, principalmente durante a juventude, mas temos que saber trabalhar com elas. Precisamos ter um “plano B” caso o sonho se transforme em pesadelo.

Em alguns casos, um pequeno ajuste pode ser responsável por uma grande mudança na rotina e no bem-estar do profissional. Não há motivo para pânico! Manter a calma e procurar a ajuda de profissionais mais experientes é sempre uma boa solução.

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