Entenda como funciona a nota do MEC e escolha seu curso com segurança! Entenda como funciona a nota do MEC e escolha seu curso com segurança!

Entenda como funciona a nota do MEC e escolha seu curso com segurança!

Quando concluem o ensino médio e os vestibulares, muitos jovens estão com a cabeça voltada para um destino certo: a universidade. Além do grande desafio que é escolher uma futura profissão, se preocupar em fazer a escolha pelo curso certo e lidar com pressões, os alunos também tem que pensar muito na instituição que vão escolher. Afinal, como ela é avaliada pelo mercado também vai contar pontos no futuro quando chegar a hora de ingressar no mercado de trabalho!

Definir a instituição e o curso que atenderão às suas expectativas está longe de ser uma tarefa simples. Isso costuma envolver muitas pesquisas sobre a estrutura das faculdades, a qualidade do corpo docente, dentre outros fatores. A propósito, uma das fontes mais consultadas para esse tipo de avaliação é a nota do Ministério da Educação (MEC).

Por acaso você já ouviu falar ou sabe o que é a nota do MEC? E os critérios utilizados por ele? Se essas dúvidas são pertinentes, pode ficar tranquilo! Neste artigo, mostraremos como funciona esse sistema de qualificação e porque ele poderá ser muito importante para você escolher o seu futuro curso de graduação.

Como é feita a avaliação do MEC para as universidades?

Todos os anos as instituições de ensino superior, entre universidades, faculdades e institutos federais, têm a sua qualidade avaliada pelo MEC. O modelo de análise usado é o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) e avalia três componentes principais: a instituição, os cursos e o desempenho dos estudantes.

É importante lembrar que o aluno precisa checar antes se a instituição onde está cogitando estudar é reconhecida pelo MEC. Muitas pessoas se matriculam e depois descobrem que a escola nem é credenciada e está, portanto, irregular.

Isso pode causar alguns problemas no futuro, uma vez que o aluno não poderá ter um diploma validado, pode enfrentar problemas para ser admitido por uma empresa e também não poderá participar de um concurso, por exemplo. Portanto, todo cuidado é pouco antes de se matricular.

Você consegue verificar essa informação no edital do vestibular da instituição, vendo se a data da seleção foi autorizada e publicada no Diário Oficial da União. Além disso, no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), você consegue visualizar cursos e instituições que estão devidamente credenciados. 

Retomando, com base nos três componentes de avaliação do MEC, outros critérios mais específicos em uma universidade são analisados, como:

  • Projeto pedagógico;
  • Qualificação do corpo docente;
  • Instalações físicas;
  • Responsabilidade social;
  • Satisfação dos alunos;
  • Gestão da instituição, entre outros. 

O Sinaes é também composto por instrumentos de avaliação mais específicos, dentre eles o Enade, o CPC e o IGC. Não precisa se assustar com essa quantidade de siglas, pois explicaremos do que elas se tratam e o que analisam. Acompanhe:

Enade

O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes é uma prova obrigatória em todas as instituições de ensino e destinada a quem está terminando e começando os cursos de graduação. Seu objetivo é avaliar a performance dos alunos em relação aos conteúdos, atividades, habilidades e competências programadas nas diretrizes de cada curso.

Todas as áreas de conhecimento são avaliadas em um ciclo de 3 anos, sendo que em cada ano há uma seleção específica de cursos. O resultado geral de cada curso ajuda a compor a nota do nosso próximo indicador: o CPC.

CPC

O Conceito Preliminar de Cursos é um índice de qualidade que avalia individualmente cada curso de graduação. Esse cálculo é realizado anualmente e tem como base o Enade, a satisfação dos alunos em relação à universidade e às condições do curso, o corpo docente, a infraestrutura e outros aspectos importantes.

Cada curso observado recebe uma nota de 1 a 5. Aqueles que forem avaliados com notas 1 ou 2 recebem visitas técnicas de analistas do MEC para reavaliar suas condições. Os que receberem nota 3 são considerados regulares e entre 4 e 5 são considerados cursos de excelência. Os resultados são divulgados anualmente na página do CPC no site do Inep.

IGC

O Índice Geral de Cursos é a medida mais usada pelo MEC e pelas próprias universidades. Seu objetivo é avaliar, de forma mais ampla, as instituições de ensino. Ele considera a média ponderada dos resultados do CPC e do Enade no ciclo de 3 anos.

Logo, os resultados concretos são divulgados de acordo com cada triênio e seguem a mesma linha do CPC, de notas entre 1 e 5, sendo abaixo de 3 insatisfatório (podendo até fecharem os cursos com pior desempenho), 3 regular e mais de 4 satisfatório. Aliás, quando você ver uma universidade anunciando que foi avaliada com nota 4 ou 5 pelo MEC, normalmente ela estará se referindo ao IGC.

Além do mais, esse indicador analisa a organização didática da instituição, a presença de professores mestres e doutores, a quantidade de professores dedicados em tempo integral, dentre outros pontos.

Para saber se aquela universidade que você estava considerando possui uma boa nota no IGC, basta conferir os relatórios anuais no site do Inep.

Como a nota do MEC pode ajudar na escolha de um curso?

Uma das vantagens de usar a nota do MEC como referência é justamente pelo fato dela apurar, detalhadamente, o que as instituições de ensino e seus respectivos cursos tem a oferecer para você.

Ter esses valores como base é importante para você, ao menos, eliminar aquelas opções que podem entregar um curso de qualidade duvidosa e, em longo prazo, prejudicar sua carreira profissional. Você pode estabelecer uma nota mínima do IGC de consideração, como 3 ou 4, até mesmo para filtrar as universidades bem avaliadas.

Use o CPC para medir a qualidade de cada curso

Se você tem uma ideia da na qual área pretende estudar, mas não sabe qual curso escolher, você pode apoiar-se nas notas dadas pelo Conceito Preliminar de Cursos. Como eles avaliam individualmente cada curso, é possível comparar o desempenho de duas ou mais opções.

Mas aí tem um detalhe importante: quando comparar dois cursos semelhantes de universidades diferentes, considere o tipo de cada instituição. Por exemplo: as federais, por terem um processo seletivo mais complexo, tendem a ter notas melhores se comparadas com a maioria das instituições particulares.

Por essas razões que a nota do MEC tem a sua relevância, já que ela avalia anualmente os recursos disponíveis nas universidades. Os resultados obtidos por seus indicadores ajudam o governo e a população a entenderem o panorama real da qualidade de ensino superior oferecido pelas instituições. Para você, é uma forma de economizar tempo na procura e definir o curso a se ingressar.

Agora, uma observação importante: quando for pesquisar sobre sua futura universidade ou faculdade, não se prenda somente aos índices e às notas atuais que elas tenham recebido. Vale a pena também avaliar a qualidade da instituição ao longo dos anos, observando o histórico e o desempenho dela como um todo.

Avalie as instituições além do MEC

Toda referência que puder ajudar a tomar uma decisão mais segura sobre a sua futura graduação é sempre bem-vinda. Entretanto, lembre-se de que, apesar da nota do MEC ter um peso na decisão, ela não deve ser o seu único critério de escolha.

Visite o campus 

Procure visitar as instituições nas quais você tem interesse. Esta vivência e oportunidade de observar as instalações ao vivo são pontos que podem ser decisivos na hora da escolha final.

Veja como é a rotina dos demais estudantes e repare atentamente nas instalações. Para alguns cursos como Medicina e até outros como Engenharia ou Computação, uma estrutura adequada como laboratórios e equipamentos modernos são cruciais para o bom desempenho das aulas.

Não deixe de conferir também a infraestrutura geral da escola, se as salas de aula são bem ventiladas e iluminadas, se a instituição dispõe de recursos audiovisuais e outras ferramentas que podem ser usadas pelos professores.

A biblioteca também é um espaço muito importante. Veja se o acervo é variado para auxiliar nas pesquisas e se existem bons computadores em um número razoável para atender os alunos.

Muitas faculdades e universidades se colocam à disposição de novos estudantes e oferecem visitas guiadas, mediante agendamento. É uma grande chance para observar tudo de perto e ainda poder fazer perguntas e tirar dúvidas.

Por fim, é sempre bom verificar com carinho a localização e as opções de transportes. Não se esqueça que você vai passar cerca de quatro anos se deslocando para lá!

Procure outras referências

Pegar referências de ex-alunos também fará toda a diferença na sua decisão, especialmente para ter uma noção real da percepção da instituição no mercado de trabalho. Procure saber sobre os desafios que eles enfrentaram ao longo do curso e para conseguirem se inserir no mercado.

Pergunte também sobre os professores. Muitas instituições possuem um corpo docente com mestrado ou doutorado, porém, apesar da grande valia desses títulos, isso não significa necessariamente que eles estão acompanhando as mudanças e novas demandas do mercado.

Além do conhecimento, para certos cursos como comunicação e administração, por exemplo, é importante que o professor tenha experiência e preferencialmente seja atuante no mercado para orientar melhor os alunos com exemplos reais em suas aulas.

Busque saber também o que a imprensa, as associações e outros parceiros estão dizendo sobre essa instituição. Ou seja, passe mesmo o pente fino para não perder nenhuma informação importante!

Fique de olho na grade curricular

Uma questão importante que o aluno precisa ter em mente é que os cursos podem não ser totalmente iguais e variar de uma instituição paras outra. O MEC regulamenta um currículo base comum, porém a faculdade tem certa autonomia para fazer algumas modificações e diferenciar sua proposta de curso das demais.

Pesquise bem a grade curricular, ou seja, as matérias que você vai cursar ao longo dos semestres caso escolha a instituição em questão. O ideal é que os cursos acompanhem as mudanças do mercado de trabalho e façam adaptações e atualizações do currículo, deixando-o mais moderno e funcional.

É interessante notar se a grade curricular tem uma grande variedade de matérias e uma boa oferta de disciplinas optativas e atividades extracurriculares, que enriquecem muito a formação dos alunos. Quando estiver pesquisando, note se a instituição proporciona com frequência a participação dos alunos e do corpo docente em seminários, palestras e conferências.

Um diferencial que pode causar grande impacto na sua carreira é se a instituição facilita opções de intercâmbio ou formação continuada no exterior. Muitas faculdades simplificam o processo para os alunos conseguirem um estágio em outros países, por exemplo, o que é uma experiência de peso para o currículo. Esta e outras escolhas podem mudar totalmente o direcionamento da sua carreira no futuro. 

Por isso, procure se informar sobre convênios e parcerias que a instituição tem com outras empresas. Isso pode te ajudar na hora de arrumar um emprego ou fazer contatos.

Descobrir sua vocação e entrar para faculdade são marcos na vida de um jovem e muitos podem se sentir confusos ou perdidos, mas não existe razão para tanto medo! Sair da zona de conforto, conhecer pessoas novas e de diferentes realidades e aprender muitas coisas são vivências importantes que a vida universitária vai te trazer.

Um curso superior é um diferencial competitivo na sua carreira, especialmente em um mercado acirrado em que é imprescindível se destacar. Durante a graduação, você amplia seus horizontes e sua visão da área escolhida, descobrindo nuances sobre seu curso que você não tinha ideia de que existiam.

Agora que você já aprendeu como funciona a nota do MEC e se sente mais preparado para escolher sua futura faculdade, prepare-se, pois, um dos momentos mais marcantes da sua vida está prestes a começar! Aproveite esta fase de muita evolução e conhecimento!

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