Entenda como virar professor e seguir essa carreira Entenda como virar professor e seguir essa carreira

Entenda como virar professor e seguir essa carreira

A carreira docente é, muitas vezes, negligenciada por quem está apenas começando no ensino superior. Normalmente, pensamos nas profissões mais clássicas de cada curso, sem nem mesmo nos dar conta de que ser professor também é uma possibilidade para muitos interessados naquela área de ensino.

Seja como professor nos ensinos fundamental e médio ou no ensino superior, é possível seguir uma carreira satisfatória no magistério. Mas como virar professor? Quais possibilidades de atuação existem no mercado? Qual é a formação exigida?

A segior, confira respostas para estas e para outras perguntas.

Dois caminhos: professor universitário ou de ensino médio e fundamental

A carreira docente comporta dois caminhos diferentes, já que, normalmente, esses profissionais não trabalham em ambos os setores educacionais.

Professores de ensino médio e fundamental são aqueles que atuam no desenvolvimento de crianças e de adolescentes até seus dezoito anos, em colégios e instituições de ensino especializadas. Há disciplinas das mais variadas possíveis, como ciências, matemática, filosofia, história e geografia.

Já a docência universitária consiste em ministrar aulas e conduzir projetos de pesquisa e de extensão no ensino superior. As aulas, as pesquisas e os projetos de extensão, normalmente, são caracterizadas por visões mais críticas dos temas estudados, com grande aprofundamento teórico e conhecimentos menos dogmáticos de cada área.

Por isso, investe-se tanto em pesquisa no ensino superior: é justamente daí que surgem os medicamentos inovadores, as invenções de engenharia e as teorias mais revolucionárias sobre cada campo de conhecimento.

A importância do curso de pedagogia para a carreira do professor de ensino médio e fundamental

Para quem quer dar aula em cursos do primário ou do ensino fundamental I (do 1º ao 5º ano), é preciso ter também uma formação em pedagogia. Esse curso dura, em média, três anos, a depender da estrutura curricular da instituição de ensino que o oferece. Nele, são aprendidas metodologias de ensino, psicologia infantil, entre outras.

Se seu objetivo for lecionar em cursos de ensino fundamental II (do 6º ao 9º ano) e ensino médio, é preciso ter formação específica na área em que se pretende dar aulas, como em cursos superiores de geografia, história, letras e física, por exemplo.

Alguns desses cursos superiores oferecem a opção entre bacharelado e licenciatura. Por isso, é importante pesquisar antes de se matricular.

Diferenças entre bacharelado e licenciatura

Mas qual seria exatamente a diferença entre bacharelado e licenciatura? Quem cursa licenciatura em física, por exemplo, tem uma grade curricular diferente, voltada para o ensino da matéria, com disciplinas sobre metodologia de ensino e técnicas pedagógicas. Essa modalidade tem o objetivo específico de formar profissionais para que eles atuem posteriormente como professores.

Já a formação como bacharel tem um propósito distinto. Ela visa formar o profissional estritamente no currículo tradicional, sem uma ênfase em disciplinas e práticas de ensino. Algumas instituições de ensino superior oferecem cursos de bacharelado em determinadas disciplinas, com formação complementar em licenciatura. Isso significa que o profissional também estará apto para dar aulas.

Mestrado e doutorado para quem quer também ser pesquisador

Quem pretende seguir a carreira docente no ensino superior, precisa também ter em mente que o objetivo dos cursos de doutorado e de mestrado é aprofundar suas pesquisas em determinadas áreas do saber.

Para o doutorado, inclusive, exige-se originalidade e inovação da tese defendida pelo candidato. O objetivo é que ele se torne um verdadeiro especialista no tema e, ao final do mestrado e do doutorado, defenda sua dissertação ou tese, respectivamente.

Em ambos os casos, o foco reside na produção de conhecimento por meio de pesquisas acadêmicas. Ser pesquisador é mergulhar de cabeça no mundo da docência, visto que, para ser professor, é preciso não somente produzir conteúdo, mas ensiná-lo para os estudantes.

Que tal começar por uma iniciação científica?

Para quem pensa em seguir uma carreira docente no ensino superior, o ideal é começar já durante a graduação, por meio de uma iniciação científica. Seja ela remunerada por bolsa de agências de fomento, seja ela voluntária, essa é uma forma de realizar trabalhos de pesquisa junto a um professor orientador.

É como uma prévia do que será o mestrado, caso você decida prosseguir com seus estudos depois de obter o diploma de graduação.

Expansão recente do ensino superior no Brasil gerou mercado de trabalho

Nos últimos dez anos, houve grande expansão do sistema de ensino superior do Brasil. O Governo Federal investiu bastante na expansão e na criação de instituições públicas de ensino superior principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, bem como no interior dos vários estados do país.

Além disso, programas como o FIES (Fundo de Financiamento Estudantil) e o ProUni (Programa Universidade para Todos) também democratizaram o acesso a instituições particulares de ensino superior.

Como resultado, houve grande aumento de demanda por docentes. Com mais alunos, foi necessário abrir novas turmas e, até mesmo, novos cursos. Assim, esse mercado de trabalho sofreu forte expansão recentemente, com a promoção de concursos públicos e contratações.

Quanto maior for o grau de titulação do docente (doutor, mestre, especialista etc.), maiores as chances de obter posições na carreira, bem como maior será seu salário.

O prazer de estar em constante aprendizado

Uma das grandes vantagens para quem quer seguir a carreira de professor é estar em constante processo de aprendizado. Com raras exceções, essa é uma carreira que exige do profissional atualização frequente em relação às notícias e às pesquisas mais recentes de sua área.

Caso contrário, você se torna um professor ultrapassado e antiquado. Um professor de História, por exemplo, tem a difícil tarefa de encaixar anualmente fatos políticos e sociais de um passado recente em seu currículo programático. O mesmo ocorre com um professor de Direito, que tem que estar sempre de olho nas novas leis e julgamentos dos tribunais para não ministrar uma aula ultrapassada.

E aposentadoria? Quais são suas vantagens?

Existem algumas vantagens previdenciárias para quem exerce a função de docência nos ensinos fundamental e médio. De acordo com a legislação previdenciária brasileira, bastam 25 anos de contribuição para as mulheres e 30 anos de contribuição para os homens se aposentarem exercendo essa profissão. É importante ressaltar que o professor universitário não se enquadra nesse tipo de benefício.

O que achou de nossas dicas? Que tal investir em uma carreira docente para seu futuro? Deixe aqui, nos comentários, suas dúvidas e suas sugestões!