Inteligência artificial ajuda na personalização do ensino e na orientação da carreira

Inteligência artificial é capaz de apontar pontos fracos e fortes na aprendizagem de cada aluno e possibilita criação de soluções individuais

Sabe quando você acessa o serviço de streaming e ele sugere filmes e séries que combinam com o seu gosto? Pois então, é a inteligência artificial que decodifica quais as preferências e perfis de cada um de seus usuários e permite às empresas elencar programas e gêneros preferidos.

A mesma lógica pode ser utilizada na educação. Por meio da inteligência artificial também é possível entender quais ferramentas são mais eficazes para o aprendizado do aluno. Vídeo, texto, podcast? Se cada estudante tem um ritmo diferente para absorver conhecimento, é preciso levar em conta que os mecanismos também podem não ser os mesmos. Quais são suas maiores dificuldades, pontos críticos e déficits na aprendizagem? E a melhor forma de saná-los? Também é possível saber.

“Ter um mindset digital e fazer a análise dos dados permite que uma instituição de ensino entenda como as pessoas aprendem, e como é possível contribuir com esse aprendizado. Ser uma empresa data driven é fundamental para entender o que funciona e o que não funciona, de forma individual, focando na personalização do ensino”, afirma Daniel Castanho, presidente do conselho da Ânima Educação.

A estratégia de personalizar o ensino é conhecida como adaptive learning, um conceito que ocorre quando um software coleta dados a partir da interação dos usuários em um determinado espaço. Essas informações são processadas por um algoritmo de inteligência artificial, o que torna possível o oferecimento de conteúdos condizentes e necessários para o desenvolvimento do aprendizado de cada aluno.

IA: aprendizagem desvendada e criação de ambientes eficazes

A inteligência artificial é um ramo da ciência da computação que se propõe a elaborar dispositivos e criar máquinas que simulam a capacidade humana de raciocinar e de ser inteligente.

Um estudo do Centro de Inovação para a Educação Brasileira (CIEB) apontou que o uso da inteligência artificial na educação tem dois objetivos: o educacional, que permite entender de maneira mais profunda como e quando a aprendizagem ocorre; e o tecnológico, que possibilita a criação de ambientes adaptativos de aprendizagem mais inclusivos e personalizados.  (https://cieb.net.br/wp-content/uploads/2019/11/CIEB_Nota_Tecnica16_nov_2019_digital.pdf)

A inteligência artificial no campo da educação pode ser definida, de acordo com esse estudo, por um sistema de computador projetado para interagir com o ecossistema educacional por meio de comportamentos inteligentes, entre eles os algoritmos. O objetivo é encontrar soluções para problemas que até então eram resolvidos por humanos.

Também permite entender e monitorar o comportamento do estudante, inclusive, suas reações e expressões corporais, tornando viável a criação de diferentes espaços de aprendizagem mais ricos e interativos, como simuladores.

Inteligência artificial na Ânima

Na Ânima Educação, a inteligência artificial é utilizada principalmente nas aulas práticas, nos laboratórios digitais e simuladores. Usamos também para entender quais são os interesses dos alunos, conhecendo melhor suas competências e seu projeto de vida. Assim, podemos fazer a mentoria e orientação de sua carreira”, diz Denise Campos, vice-presidente do grupo

Um exemplo prático: o recurso pode otimizar o trabalho de um professor do curso de engenharia civil, que precisa repassar uma lista de lista de exercícios para que os alunos assimilem um cálculo complexo, necessário para o exercício da profissão.

Com uso da tecnologia amparada por inteligência artificial, é possível criar uma plataforma que acompanhe o raciocínio dos alunos enquanto tentam resolver os problemas, ofereça ajuda individualizada em tempo real e de forma automática, e ainda identifique os erros cometidos para que o professor consiga trabalhar individualmente.

 

Conteúdo original Unisul