Investir em curso superior ajuda jovem a driblar estatísticas do desemprego

Pesquisas mostram aumento de renda após conclusão do ensino superior; currículo do UniBH está conectado ao mundo do trabalho 

 

Cursar o ensino superior é hoje uma das melhores representações da palavra “investimento”. E não só porque uma formação universitária pode impulsionar a carreira de uma pessoa, mas também porque ela significa melhores chances em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo. Sem falar nos benefícios em outros setores da vida, como ampliação do repertório cultural ou até do círculo social. 

Com a pandemia de Covid-19, o desemprego disparou no Brasil. Entre os jovens, os índices são ainda piores. Em agosto, a taxa de desemprego na faixa de 18 a 24 anos era de 26,6%, maior que o dobro da média nacional (12,4%), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os índices de desemprego são maiores entre a população com baixa escolaridade. Com isso, para tentar driblar as estatísticas, investir em um diploma universitário de qualidade é um importante e necessário diferencial.

Emprego antes do fim do curso

Uma pesquisa do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp) revela que quase metade (49,6%) dos estudantes que vieram de instituições particulares afirmam ter conseguido o primeiro emprego antes mesmo do término do curso. Nas instituições públicas, essa taxa cai para 27,8%.

Neste sentido, são importantes as parcerias entre as grandes empresas e universidades, que muitas vezes buscam no corpo discente das instituições, profissionais que possam ocupar seus postos de trabalho.

Alinhado a esta tendência, o Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH) também possui um currículo conectado ao mundo do trabalho. Tanto que os estudantes têm a possibilidade de cursar algumas Unidades Curriculares (UCs) dentro de empresas e companhias parceiras da instituição que se transformam em novos espaços de aprendizagem nas chamadas UCs Duais. Ao concluí-las o aluno recebe uma certificação dos dois ambientes, o acadêmico e o profissional. 

Maior remuneração

Além de conquistar espaço no mundo do trabalho, o estudo do Semesp também mostra como o ensino superior proporcionou melhores rendimentos aos que concluíram a graduação. Para aqueles que já trabalhavam antes de concluir o curso, o aumento na renda média mensal foi de 162%.

De acordo com o estudo, apenas 5,8% dos alunos ganhavam mais de R$ 5 mil antes do fim da graduação, percentual que subiu para 41,4% após o fim do curso.

Além de aumentar a remuneração, os profissionais que ocupavam uma vaga no mercado após a graduação apontaram outras vantagens do ensino superior: a possibilidade de ingressar em uma pós-graduação (e turbinar ainda mais o currículo) e conseguir emprego na área de atuação.

No Brasil, ter se formado em uma universidade é também uma oportunidade de ascensão muito maior do que em países desenvolvidos como Estados Unidos e Canadá, onde os graduados têm uma renda próxima dos que estudaram apenas até o Ensino Médio.

Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o retorno salarial para quem possui ensino superior no Brasil é maior do que em todos os 36 países que fazem parte da organização.

Diminuição da desigualdade

Além de aumentar as chances de uma colocação profissional e proporcionar uma melhor remuneração, o ingresso de jovens na universidade faz o Brasil caminhar para mais perto das nações mais bem escolarizadas.

Hoje, a taxa de escolarização do país ainda está distante do que o Plano Nacional de Educação (PNE) estabeleceu como meta para 2024. O objetivo é ter 33% da população de 18 a 24 anos matriculados na faculdade, enquanto temos apenas 17,9%.