Saiba quais são as cinco áreas principais de projetos de extensão no UniBH

Instituição mineira possui mais de 50 projetos em andamento de temas variados, como inclusão digital de estudantes da rede pública, criação de jogos para alunos com deficiência e plataforma para democratizar conceitos de economia  

 

Não basta aprender. É preciso aprender e fazer com que esse conhecimento se reverta em benefício à sociedade. As atividades extensionistas fazem parte do currículo dos cursos de graduação e devem compor no mínimo 10% da carga horária, segundo diretriz do Ministério da Educação. Elas têm o objetivo de levar impacto social às comunidades onde as instituições estão instaladas, expandindo as paredes das salas de aula. 

Eduardo França, diretor do campus Buritis do Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), explica que a extensão é a forma de a universidade demonstrar responsabilidade social com o entorno. “Há um leque gigante de possibilidades para a extensão, ela pode ser aplicada em forma de atividades, eventos, projetos e programas que são mais duradouros. Neste semestre temos mais de 50 projetos em andamento em todas as áreas do conhecimento”, diz França. 

 Confira, abaixo, cinco principais áreas que abarcam as extensões do UniBH:

Economia Criativa e Comunicação

Dentro deste segmento, um dos projetos de destaque é a Gerais – Produtora Audiovisual e Gravadora do UniBH em que os alunos precisam planejar o lançamento da UniBH Big Band e da gravadora com a produção de um single e um videoclipe. Os alunos de Publicidade e Propaganda fazem a produção do videoclipe, os de Jornalismo cuidam da assessoria e produção do material de divulgação.

Ainda em Economia Criativa e Comunicação, outro projeto é Loja Conceito Design UniBH, em que os alunos vão criar produtos com a curadoria e consultoria do estilista Ronaldo Fraga. Os artefatos de design produzidos serão comercializados e uma loja conceito será instalada no campus Buritis. 

Ainda há o Mapa Sonoro, que prevê identificar a comunidade artística do Buritis e promover um grande evento on-line, o I Festival Comunicação & Artes do UniBH que apresentará os resultados criativos dos trabalhos de alunos e alunas com participação do público. 

Outro exemplo é o Mosaico, projeto que visa promover ações de valorização da diversidade, incluindo raça, classe social e gênero.  

Gestão e Economia 

Neste campo, há o Curta Economia, que consiste em popularizar os conceitos da área econômica de forma mais acessível, por meio de uma plataforma. 

Ainda há o projeto Gestão Solidária: ações de capacitação para superar a crise de covid-19, que prevê realizar um diagnóstico de setores econômicos afetados e construir uma agenda de formações para capacitar empresários e trabalhadores desses setores.

Saúde 

Na Área da Saúde, há um projeto que prescreve planilhas de treinos de corrida de rua e exercícios preventivos como o Corre UniBH; outro que ministra aulas de dança e ginástica como o UniBH Fit; e o Movimente que oferece atendimentos nutricionais com foco na nutrição esportiva aos adeptos de práticas esportivas. 

Há, ainda, o Estetosfera, que está em seu oitavo ano de execução e envolve os alunos dos cursos de Medicina e Música. Os estudantes têm a oportunidade de ter contato direto com os pacientes, acesso a seus prontuários para desenvolver estratégias de intervenções por meio de terapias complementares, como musicoterapia, arteterapia, entre outras, humanizando o atendimento. 

Educação 

Neste campo, o UniBH possui um trabalho de capacitação e inclusão digital dos alunos do ensino médio de escolas públicas. O objetivo é ensinar os estudantes a criar agendas, projetos de estudos e mapas mentais para que se tornem protagonistas de seu aprendizado. 

Outra atuação na área da Educação é por meio do Educaweb Kids, que atende crianças em creches localizadas em áreas de alta vulnerabilidade da cidade de Belo Horizonte sobre os cuidados com a covid-19. Durante as atividades, os alunos da UniBH levam informações sobre as medidas de prevenção do coronavírus. 

Engenharia

Dentro desta área, um dos projetos de destaque é a liga de inventores do UniBH que cria jogos e interfaces inclusivos para alunos do ensino fundamental e médio da rede pública, com ênfase na língua brasileira de sinais (libras) e braille, o sistema de escrita tátil.