UniBH cria Banco de Dentes Humanos para atividades do curso de Odontologia

Nova estrutura vai permitir que universidade passe a investir em projetos de pesquisa e estudantes tenham acesso às atividades práticas de forma mais enriquecedora 

O Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH) está em processo de criação de um Banco de Dentes Humanos (BDH) que será utilizado para as atividades de pesquisas entre alunos e professores do curso de Odontologia. Esse tipo de infraestrutura costuma ser encontrada apenas nas maiores e mais completas instituições de ensino superior do Brasil. 

O BDH é uma instituição sem fins lucrativos que visa suprir necessidades acadêmicas. Para implementá-lo, a universidade precisa obedecer às condições previstas pelo Comitês de Ética em Pesquisa (CEP) e pela vigilância sanitária, seja para receber os dentes ou para adequar a estrutura física, que necessita de um laboratório e de uma sala de suporte. 

Tassiana Cançado Melo Sá, professora do curso de Odontologia do UniBH, explica que os dentes armazenados serão provenientes de doações de pacientes que passam pelas clínicas da universidade, e que, porventura, o tratamento odontológico prevê a extração. Para viabilizar a doação, por se tratar de um órgão, ou seja, uma estrutura viva, a pessoa precisa assinar um termo de consentimento. 

Serão recolhidos dentes decíduos (de crianças) e permanentes, de adultos, que devem estar previamente cadastrados no banco. 

A professora explica que o investimento vai permitir que o UniBH passe a trabalhar com projetos e linhas de pesquisa na Odontologia.

“Poderemos atender alunos de iniciação científica e, dessa forma, pensarmos no desenvolvimento e publicação de artigos científicos tão importantes para a comunidade acadêmica”, diz Tassiana. 

Além de ensino e extensão, a pesquisa é um dos eixos que compõem o tripé da missão de uma universidade.

Novo estrutura trará mais riqueza de detalhes

A expectativa da professora é que o banco de dentes também ajude a enriquecer as atividades práticas, na etapa pré-clínica, trazendo aos universitários mais proximidade com os desafios da carreira.

“Costumamos trabalhar como manequins, mas ao fazer uma simulação com todas as estruturas reais de dente, como o esmalte, o aluno vai conseguir saber, com maior riqueza de detalhes, o que de fato ocorre”, analisa Tassiana. 

A coordenadora do curso, Lorena Fialho Borges Araújo, afirma que o Banco de Dentes Humanos (BDH) do UniBH visa oferecer uma experiência diferenciada ao universitário. “Hoje trabalhamos com dentes artificiais, produzidos com acrílico e resina. Mas o dente natural traz outro tipo de experiência. A partir dele, pesquisa e novas possibilidades podem surgir, diferentemente da atuação com o dente artificial.”

O curso de Odontologia do UniBH reúne atualmente 800 alunos. A primeira turma, de 160 estudantes, vai concluir a graduação no fim deste ano de 2021. Para as atividades práticas, os estudantes também contam com modernas clínicas com atendimento aberto à comunidade.