Encerramento da Semana do Jornalismo aborda novas possibilidades de atuação para o jornalista

Por Vitória Ohana e Luciano Neto – estagiários CACAU

 

Para encerrar a programação da 2ª Semana do Jornalismo, o quadro Entrevistando Quem Entrevista trouxe Agatha Azevedo, co-fundadora do coletivo Jornalistas Livres, e Ricardo Lima, criador e pesquisador na área de Jornalismo em Quadrinhos, para discutir perspectivas inovadoras em relação ao jornalista no mercado de trabalho.

 

Ricardo Lima, Tariq Augusto e Agatha Azevedo durante o Entrevistando Quem Entrevista (Foto: Alexandre Milton)

 

Para Agatha e Ricardo, o jornalismo está além das plataformas tradicionais de comunicação, como TV, rádio e jornal impresso. Ambos buscaram opções de atuação que permitisse mais liberdade, autonomia e independência.

 

“O jornalista não precisa estar nas mídias tradicionais, nós temos que criar nossas próprias oportunidades” Agatha Azevedo

 

Ricardo afirma que os alunos não precisam esperar o diploma para começarem a produzir os próprios conteúdos. Como exemplo, ele destacou que o seu trabalho com o blog Nada Errado abriu diversas oportunidades, como viagens, eventos e empregos. Para ele, o jornalista atual precisa ser criativo, criar sua voz e se colocar nos lugares.

 

O turno da noite contou com a presença de Guilherme Ibraim, âncora da rádio CBN, Iana Coimbra, repórter da TV Globo, e Rodrigo Fuscaldi, fundador do site SportBox. Além de contarem suas histórias, os jornalistas ressaltaram a importância da ética em coberturas jornalísticas. Os convidados também pontuaram que os alunos precisam estar dispostos a produzir conteúdos de diferentes assuntos e para diferentes plataformas, portanto, é necessária uma elasticidade funcional para que o profissional se destaque no meio.

 

Rodrigo Fuscaldi, Iana Coimbra, Hiago Gomes e Guilherme Ibraim durante o Entrevistando Quem Entrevista (Foto: Maykel Douglas)

 

Foram discutidos, ainda, os cuidados que o jornalista deve ter com posicionamento. Os palestrantes aconselharam os alunos a manterem o profissionalismo na hora de cobrir eventos que exijam o emocional, mas que o jornalista também precisa ser humano. O processo de humanizar a situação é importante para que não ocorram falhas éticas e para evitar desgastes desnecessários nas coberturas, e por consequência, impedir que se faça um trabalho decente.

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