UniBH marca presença na Virada Cultural

Cursos de Comunicação, Veterinária, Pedagogia, Moda Contemporânea e Música Popular e Gestão de Carreira ocuparam as ruas de Belo Horizonte

Por Thayane Domingos – estagiária CACAU

A quinta edição da Virada Cultural de Belo Horizonte aconteceu no final de semana dos dias 20 e 21 de julho, no hipercentro da capital mineira. O evento é uma realização da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, da Fundação Municipal de Cultura e do Instituto Periférico, com a colaboração do UniBH.

Nas 26 horas de evento, o público pode participar e assistir de forma gratuita mais de 400 atrações. Dentre elas, shows, apresentações de teatro, dança, oficinas e intervenções audiovisuais. Muitas atrações trouxeram uma discussão sobre questões ligadas à responsabilidade social: LGBTQI, sustentabilidade, saúde, mobilidade e educação.

O UniBH marcou presença na Virada Cultural, não só na cobertura do evento, realizada por meio da CACAU – Comunidade de Aprendizagem em Comunicação e Audiovisual, mas também com oficinas dos cursos de Moda Contemporânea, Medicina Veterinária, Pedagogia, e uma apresentação especial com o coordenador e os alunos do curso de Música Popular e Gestão de Carreira.

O coordenador do curso de Medicina Veterinária, Bruno Antunes Soares, participou do espaço Pet Friendly, patrocinado pelo UniBH, com seus alunos. Bruno conta que, hoje, eventos ao ar livre, como o Pet Friendly, onde atenderam diversos animais, são tendência no mundo inteiro. “Os pets estão presentes nas casas da população e são considerados membros da família. Quanto mais incentivo para promover espaços em que tanto o dono quanto o pet possam ir para se divertirem, maior será a probabilidade de sucesso em eventos assim, como o Pet Friendly. Nós tivemos uma média de 500 cães passando com os seus donos pelo espaço. Esperamos participar mais vezes, isso é bacana, porque os nossos alunos interagem com diferentes perfis de donos e pets”, finaliza Bruno.

Coordenador Bruno com seus alunos de Medicina Veterinária no Espaço Pet Friendly. Foto: Maykel Douglas

 

A aluna do curso de Medicina Veterinária, Carla Renata, revela o momento que mais gostou: “Eu e mais uma colega vermifugamos dois cachorrinhos de um morador de rua, foi uma experiência boa, amei esse momento”.

Rodrigo Borges, coordenador do curso de Música Popular e Gestão de Carreira, cantou pela terceira vez em uma Virada Cultural. Contudo, dessa vez, seus alunos estavam ao seu lado.

“Foi muito importante, não só por tocar em um evento dessa magnitude, mas, por estar no Centro da cidade, no coração de BH, no palco Afonso Pena. Poder levar a nossa arte para o Centro, ainda mais dividindo o palco com os alunos, foi uma experiência muito emocionante, sobretudo porque eu e o UniBH acreditamos muito no potencial da cultura e da educação para a transformação do Brasil”, relata Rodrigo Borges.

A aluna Rafaela Ramos Simões, que cantou junto com o coordenador Rodrigo Borges, conta que outros alunos também os acompanharam. “Além de mim, foram mais cinco alunos. Tivemos um ensaio na sexta-feira anterior ao evento. Foi suficiente para que passássemos as músicas que iríamos apresentar. A turma conhece bem as canções do Clube da Esquina e a banda do Rodrigo é bem profissional, eles já tocam juntos há muito tempo”, detalha a artista.

Apesar de Rafaela já ter tocado em outros eventos de grande porte, como a Virada Cultural, ela afirma que, dessa vez, a atmosfera foi bem diferente. “Dava para ver, lá de cima, a galera cantando junto e se emocionando. Impagável! As canções do Clube da Esquina têm esse poder! Um momento que vou guardar é certamente o final, quando cantamos “Maria, Maria”, todos juntos. Era para ser a última música. Foi fantástico! Já estamos no gás para o ano que vem, quero mais”, pede, empolgada, Rafaela.

 Rodrigo Borges e seus alunos do Curso de Música Popular e Gestão de Carreira. Foto: Vinícius Daniel

Outro espaço em que o UniBH se fez presente foi a Viradinha, organizada pelo curso de Pedagogia. Os alunos atenderam ao público infantil com atividades variadas durante todo o domingo. Segundo Carlos Dionizetti, coordenador do curso, a oportunidade contribui para a formação dos alunos, afinal, a educação não acontece apenas em sala de aula. “Trazemos muitas referências para a sala, mas é aqui, em um espaço como esse, que eles vão vivenciar e entender a linguagem da criança, o comportamento e a reação. Então, isso tudo feito ali, ao vivo e a cores, foi o mais importante”, explica Dionizetti.

Patrícia Carmem, aluna do curso de Pedagogia, comenta que a sua maior expectativa era quanto ao número do público infantil. “O público seria muito grande, muito maior do que eu já tinha trabalhado antes. Mas, posso afirmar, com toda certeza, que as crianças amaram. Eu fiquei na atividade de fantoche, atendi muitas crianças. Deu para perceber que elas amaram”, afirma a aluna.

Alunos do curso de Pedagogia na Viradinha, no Parque Municipal. – Foto: Vinícius Daniel

Destaques da programação

As ruas do hipercentro foram tomadas por 25 espaços do evento. Estima-se que 520 mil pessoas passaram por ali durante a Virada Cultural. Entre um espaço e outro, o público que circulava pelas ruas de BH foi contemplado com inúmeras manifestações de artes visuais, música, teatro, além de instalações audiovisuais, opções de gastronomia, moda e design. A cantora Daniela Mercury embalou a madrugada de sábado (20) para domingo (21), um dos shows mais esperados da Virada Cultural. Daniela levou mais de 20 mil pessoas à Praça da Estação, com uma apresentação que durou mais de 2 horas, cantando os seus maiores sucessos ao lado da convidada mineira, Aline Calixto.

 

Daniela Mercury no Palco Praça da Estação. – Foto: Jorge Pereira

Não só a música baiana agitou a noite de sábado da Virada. No Palco Parque, 3 mil pessoas curtiram o acústico de Moraes Moreira, que fazia homenagem à João Gilberto. Outras 5 mil pessoas curtiram o Palco Guaicurus, com atrações como Xenia França, Marcelo Veronez e Odair José.

 

Moraes Moreira no Palco Parque. Foto: Vinícius Daniel.

 

No domingo, a programação também foi agitada. Debaixo do Viaduto Santa Tereza, tradicional espaço onde acontece a batalha de MCs, o rapper Roger Deff e a compositora Ohana animaram o Palco Viaduto.

 

Palco Viaduto. – Foto: Jorge Pereira

 

Na Avenida Assis Chateaubriand, a diversão ficou por conta dos carrinhos de rolimã, que desciam continuamente, em uma disputa pela velocidade, acrobacia e alegoria. Na pilotagem, era notável um público variado, entre crianças e os “radicais da terceira idade”.

 

Competição de carrinho de rolimã. – Foto: Jorge Pereira

 

Para o fim da tarde e começo da noite, o Palco Estação recebeu o Lá da Favelinha, o Baile da Serra, a Batalha de Passinhos e o ÀTTOXXÁ. Um dos mais esperados para subir ao palco era o fenômeno cultural mineiro Djonga. Mais de 40 mil pessoas dançaram ao som do seu rap, que foi recebido aos gritos e fez a Praça da Estação ficar pequena. O show quebrou o record de público dessa edição, encerrando a Virada Cultural de 2019.

Djonga no Palco Praça da Estação. – Foto: Vinícius Daniel

 

A Virada em números

O Instituto Periférico, um dos realizadores da Virada Cultural de Belo Horizonte, escolhido por meio de um chamamento público, foi responsável por toda a produção. Trabalharam na operação 2,4 mil profissionais, além de quase 3,1 mil artistas. “Estamos há meses trabalhando arduamente, com uma equipe incrível. Chegamos ao fim do evento extremamente felizes, com a certeza de que entregamos shows e intervenções com qualidade e diversidade”, destaca Gabriela Santoro, Presidente do Instituto Periférico.

  • 26 horas de programação
  • 25 espaços do hipercentro
  • 520 mil pessoas participantes
  • 446 atrações
  • 3.100 artistas
  • 50 empresas contratadas para a produção – todas locais
  • Mais de 2,4 mil profissionais atuando na produção e operação
  • Mais de 100 toneladas de equipamentos
  • R$ 2,5 milhões de investimento na realização do evento
  • Mais de 2,5 milhões de pessoas impactadas nas redes sociais
  • 700 guardas municipais
  • 190 policiais militares
  • 80 agentes da BHTrans
  • 150 agentes da SLU
  • 45 toneladas de resíduos sólidos coletados