Aconteceu – Visibilidade Trans e Travesti 2019

Texto e fotos por Fernanda Cris Gomes e Isabela Beloti

 

“Visibilidade Trans e Travesti” foi o tema debatido no último dia 24 de janeiro, no auditório do UniBH, Campus Buritis. O evento, promovido pelo NOPI (Núcleo de Orientação Psicopedagógica e Inclusão), fez parte da programação da Semana de Visibilidade Trans e Travesti 2019 de Belo Horizonte.

Os principais assuntos pautados foram a empregabilidade, a acessibilidade e a inclusão dessa comunidade no mercado de trabalho. Para ressaltar a importância do tema, foi apresentado o Projeto Equi, lançado esse ano. O objetivo do Equi é capacitar pessoas trans e inseri-las no mercado, além de coletar dados e fazer mapeamentos que poderão ajudar outras iniciativas. “Mais que capacitar pessoas e inseri-las no mercado, uma parte fundamental do projeto é levar informação a respeito da identidade trans para todos”, explica César Siqueira, um dos idealizadores do projeto.

 

(Jocosa Aguiar, artista trans de Belo Horizonte)

 

Jocosa Aguiar, artista trans de BH, apresentou, durante o evento, seus quadrinhos e ilustrações, além da intervenção “Troco desenhos por estórias”. Ela conta que começou o projeto em praças públicas da capital mineira, desenhando e ouvindo histórias do público. Hoje, Jocosa (@thejocoart) participa de diversos eventos para os quais é convidada.

 

Um dos membros do NOPI, e organizador do evento, João Maria, destaca a necessidade de espaços dentro do ambiente acadêmico que permitam a discussão de políticas de inclusão e acessibilidade. “A empregabilidade da população trans é uma forma de inclusão dessa parte marginalizada da sociedade”, justifica.

 

Outra temática abordada foi “Meu nome é minha identidade’’ em que ativistas trans e travestis explanaram acerca da importância do reconhecimento ao nome e da garantia desse Direito. Em seguida houve lançamento “Campanha EM REDE – nome é Direito Básico”.

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